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Fatores genéticos

Possivelmente, isso também dependerá da capacidade de cada indivíduo para se desintoxicar de mercúrio. Além dos frequentes fatores cruciais dietéticos e de estilo de vida, outro determinante de tal capacidade desintoxicante quanto ao mercúrio parece ser genético, com um certo genótipo, o AP01, possuidor de dois aminoácidos cisteínicos que lhe protege do mercúrio (e da doença relacionada ao mercúrio, Alzheimer1).

Se você for do genótipo AP04, o gene AP04 que você traz consigo possui dois aminoácidos arginínicos que não lhe protegem do mercúrio e assim lhe predispõem a ter Alzheimer. Há dois genótipos intermediários, o AP02 e o AP03, que possuem um aminoácido de cisteína e outro de arginina; os indivíduos portadores desses genes desenvolvem Alzheimer, mas em menor grau que o genótipo AP04.2

Portanto, a tolerância a obturações de amálgama enquanto for boa a saúde pode ter um pouco de verdade num nível puramente pessoal (veja também em inglês Are all amalgam carriers "doomed"? [Estão todos os portadores de amálgamas „condenados“?]. Mas o que se segue merece também consideração.

Resistência a antibióticos em razão do mercúrio

Até recentemente, acreditava-se que a única coisa que faz com que as bactérias fiquem resistentes a antibióticos era a repetida administração de antibióticos (como a penicilina). Uma vez que as bactérias que vivem no corpo de uma pessoa tornaram-se resistente à penicilina, elas secretam os chamados plasmídeos (pequenas bolhas contendo uma porção de DNS ou RNS, ensinando as outras bactérias no ambiente como se tornar resistente à penicilina).

Numa pessoa que tem obturações de amálgama, as bactérias bucais (que também vivem em outras partes do corpo como os intestinos e o sangue) tornam-se resistentes ao mercúrio, ao cobre e aos outros metais contidos na boca e, simultaneamente se tornam resistentes a todos os antibióticos. Em outras palavras, as bactérias que geralmente colonizam nosso corpo viverão felizes para sempre, mas não reagirão a quaisquer terapias com antibióticos. E mais que isso – toda vez que expiramos, enviamos milhões de plasmídeos para o nosso ambiente, ensinando outras bactérias a também se tornarem resistentes. Além disso, a cada expiração (ao menos ao falarmos, tossirmos ou bocejarmos), jogamos vapor de mercúrio no nosso ambiente.

Conclusão: conservar ou retirar as amálgamas?

Portanto, pessoalmente eu certamente não aconselharia alguém a manter quaisquer obturações com amálgama (mas veja as importantes reservas no parágrafo seguinte). Para a enumeração de muitas razões graves, veja, por exemplo a informação detalhada encontrada no artigo On the dangers of dental amalgam (mercury) "silver" fillings (including for the environment) [Sobre os perigos das obturações „prateadas“ com amálgama dentária (mercúrio) {inclusive para o meio ambiente}] e o Dr. Dietrich Klinghardt sobre o problema da toxicidade dental. Uma citação contundente se deve ao Dr. Hildegard Schreiber MD (representante oficial de saúde pública especializado na microbiologia e na epidemiologia de doenças infecciosas) que escreveu sobre portadores de obturações com amálgamas: "Durante a mastigação, até ... 700µg de mercúrio são liberados... se a saliva fosse água potável, não se permitiria que alguém a bebesse.“

Ironicamente, nem todos melhoram (na verdade o oposto pode acontecer, com os sintomas piorando) após a remoção de suas obturações com mercúrio. Várias das razões possíveis (principalmente a remoção inapropriada das obturações) podem ser encontradas em A importância de remover com segurança as obturações de amálgamas „prateadas“ (com mercúrio).

Notas de pé de página

1 Mais em inglês em Proposed Alzheimer's Causes [Proposições sobre Causas de Alzheimer] e Alzheimer's Disease: On Suggested Treatments, Cures & Preventative Action [a Doença de Alzheimer: Sobre Tratamentos Sugeridos, Curas & Ação Preventiva].

2 Essa informação se deve ao livro Toxic Dentistry Exposed ["Odontologia Tóxica Exposta"] dos Drs. Munro-Hall, veja Livros.

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