Cura Dente
 
 
 

Com relação a uma cárie de um dente que nunca recebeu tratamento dentário antes, o Dr. Lars Hendrickson (formado em medicina e odontologia) examina algumas das questões acima citadas em seu livro Zahnarztlügen ("Mentiras dos dentistas ", que aconselha total autonomia dental).

Para começar, não há estudos disponíveis que mostrem os efeitos de cáries que permaneceram sem tratamento (por um dentista). No entanto, considere o seguinte:

Somente na Alemanha, existem dezesseis milhões de pessoas que (até mesmo sob dor de dente extrema) nunca vão ao dentistas. Já que 95 por cento de cerca dos atuais 80 milhões de alemães têm cárie dentária, totalizando 76 milhões afetados, há um mínimo de doze milhões de alemães com cáries que se recusam a visitar o dentista. Se fosse verdade que se formam abscessos que ameaçam a vida, algumas dessas doze milhões de pessoas deveriam ser relatadas regularmente como tendo morrido em razão de terem desenvolvido um abscesso mortal oriundo de uma infecção dentária não tratada ou de cáries. Já que não é esse o caso, pode-se claramente deduzir que abscessos fatais são extremamente raros (como indiretamente confirmado pelos mais de doze milhões de alemães sobreviventes que nunca visitam um dentista, embora sofram de cárie).

Como a cárie dentária progride quando não são tomadas contramedidas e não é tratada

O que acontece geralmente quando um dente se infecciona e não se tomam medidas proativas como melhora de dieta (especialmente evitando todo e qualquer açúcar e comida vulgar não saudável), usando-se xilitol e clorexidina [e muitas outras coisas, veja particularmente as seções remédios dentais naturais caseiros e holísticos e Cuidado Dentário & Higiene Bucal de CuraDente]), é realmente inexpressivo.

A cárie (deterioração do dente) progredirá gradualmente, com o dente lentamente se tornando sensível ao calor e frio. Após meses desse processo, a primeira dor surgirá. Então uma curta fase de (na maior parte dos casos) dor aguda ocorrerá, seguida da morte do nervo e a bochecha começará a inchar. A Natureza em sua sabedoria segue e cria uma bolsa de pus que logo em seguida esvazia, assim expelindo bactérias e matéria da polpa dentária. Segundo o Dr. Hendrickson, essa série não complicada de eventos é comum, sem que alguns cheguem a notar a morte de seu dente, isto é, sem mesmo passarem pelo curto período de "dor infernal" previsto pelos dentistas.

Em outras palavras, segundo o Dr. Hendrickson, em nossos dias a ocorrência de um abscesso que ameace a vida será uma absoluta raridade, já que pessoas bem alimentadas, com sistemas imunológicos em bom funcionamento e antiinflamatórios, analgésicos e antibióticos de fácil acesso, dificultarão a sobrevivência de bactérias (ao invés do contrário). Assim, segundo a mesma fonte, a advertência de que uma pessoa possa morrer em razão de um dente não tratado constitui mera tática de medo empregada pelos dentistas em pele de carneiro, que de bom gosto conjurarão cenários de horror sobre o que poderá ocorrer se uma cárie não for tratada pela odontologia.

Auto-tratamento para evitar o progresso de cáries

Para evitar a deterioração de um dente, como descrita acima, o Dr. Hendrickson aconselha evitar todo açúcar, adotar uma dieta equilibrada, limpar bem os dentes, usar xilitol e principalmente quando houver obturações presentes, usar também clorexidina e o gel de clorexidina em alta dose, para proteger seus dentes do desenvolvimento de cáries secundárias (para uma explicação sobre esse termo, veja o ponto 5, em Perfurando & Obturando dentes: uma escolha equivocada?).

É o que temos a informar sobre as observações e conselho do Dr. Hendrickson (resumidos em português e com notas e links adicionados por CuraDente).

Quando um dente pré-tratado com uma obturação ou tratado no canal desenvolve nova cárie que é deixada sem tratamento (por um dentista)

Isso pode ser uma história bem diferente, já que o corpo aqui não apenas tem de lutar com algo que fazia antes – bactérias simples, seus sub-produtos metabólicos como também com tecido a morrer e já morto (aqui: polpa dentária). Contrariamente, aqui o corpo enfrenta algumas circunstâncias agravantes e agressores - metais tóxicos e/ou outros materiais dentários nocivos, como também bactérias anaeróbias de possível maior virulência. Embora o corpo possa lidar com isso também, é – quase sempre – uma questão de...

A força do sistema imunológico (resistência) versus a força de germes/bactérias (agressores)

Um corpo e boca que sejam otimamente suportados pela nutrição, desintoxicação regular, ervas e suplementos favoráveis à imunidade, antibióticos naturais, um estilo de vida sem estresse, tratamento bucal com urina, etc., etc. parece muito melhor capacitado a lidar com toxinas dentárias de origens variadas. Um corpo e boca que não recebem ajuda apropriada podem ter menor capacidade de conter e suplantar com sucesso infecções dentárias virulentas.

Que ocorre depois que a polpa dentária morre?

(O cenário seguinte deixa de lado quaisquer influências potenciais de reavivamento da polpa em consequência de medidas dietéticas estritas como no testemunho dietético de Gerson, como também oriundo de práticas espirituais como apresentado na seção sobre Espiritualidade desse site.)

Quando a polpa dentária que contém o nervo e vasos sanguíneos que levam nutrição morre, o dente está morto e a câmara da polpa será esvaziada de todo o seu conteúdo, a certo ponto. Dependendo de vários fatores como a força estrutural da concha dentária remanescente, da acidez bucal e níveis de placas e da frequência do uso do dente para mastigar alimentos duros, o dente deverá finalmente se desgastar até a gengiva e finalmente (provavelmente) desaparecer completamente da boca.

Que se pode dizer sobre um dente em deterioração que cria um foco infeccioso que poderá criar doenças em outras partes do corpo?

A teoria (e prática) altamente complexa de focos de infecção (quando uma infecção localizada como na mandíbula pode levar a sintomas de doenças noutras partes do corpo) será examinada sob outro título, em separado.

Conclusão: devo deixar minha cárie não tratada (por um dentista)?

Como sugerido acima, tratar de um dente infeccionado por si mesmo ou na cadeira do dentista é escolha sua. Pessoalmente conheço pessoas que optaram pela primeira escolha, incluindo a mim mesma (e posso somente falar de mim mesma pessoalmente, sem nenhum inconveniente, mas tendo apenas resultados positivos a relatar).

Antes que você visite o dentista, aconselharia que lesse a seção Convencional e principalmente Perfurando & obturando dentes: uma escolha equivocada?.

Se você escolher o auto-tratamento ou o caminho da autonomia dentária, um bom lugar para iniciar sua jornada é Aconselhamento sobre o que fazer quando você não pode ou não quer ir ao dentista e naturalmente toda a seção sobre auto-cura, regeneração e rebrota de dentes e gengivas.

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