Cura Dente
 
 
 

Enquanto que as observações do Dr. Shelton (elas mesmas frequentemente baseadas em dados coletados por outros pesquisadores sobre a “questão dentária”1) constituem leitura obrigatória, a meu ver, para qualquer um que queira ter uma visão mais ampla das questões mais profundas disponíveis, elas também trazem à tona algumas questões e dúvidas sobre a solidez absoluta do seu raciocínio. Por exemplo...

  • Se a cárie não é (ou não fundamentalmente) resultante de bactérias, como ele e outros pesquisadores (como o Drs Steinman e Leonora e o Dr. Gerard Judd) afirmam, por que os molares são atacados com maior frequência e destruídos, que os dentes frontais? Não deveriam todos os dentes se degenerarem se apenas as deficiências nutricionais e fatores “internos” similares estivessem envolvidos? Também a pesquisa com animais (veja mais abaixo) como também estudos e observações sobre o efeito do xilitol11 indicam certas bactérias como sendo envolvidas na causa.
  • O fato em si que em razão de solos deficientes em nutrientes e dieta pobre, possamos estar depauperados de nutriente essenciais (como plantas que crescem em solo pobre) pode justificar ou mostrar a necessidade da ingestão de suplementos naturais (eg alimentos concentrados poderosos como alga verde) a que o Dr. Shelton, entretanto, se opôs em razão de não serem diretamente crescidos pela Natureza (como as frutas e verduras que ele recomenda) mas tendo sido submetidos a uma maior manipulação pelo homem.

Eis aqui as observações do Dr. Herbert M. Shelton sobre as reais causas da degeneração dos dentes, extraídas e traduzidas do seu livro "The HYGIENIC SYSTEM, Vol. II ORTHOTROPHY, CHAPTER XXXVII: Building the Teeth" ["O SISTEMA HIGIÊNICO, Vol. II ORTOTROFIA, CAPÍTULO XXXVII: Construindo os Dentes"] (com ênfases, alterações e anotações de CuraDente.com).

O Homem Moderno — um aleijado dentário

Que os dentes humanos são naturalmente sadios e duráveis como aqueles dos animais inferiores foi mostrado no Vol. I2. Geólogos e paleontólogos frequentemente desenterram os crânios de pessoas falecidas há muito tempo, cujos dentes não sinal algum de deterioração e cujo esmalte é frequentemente quase o dobro da espessura e mais duros que o esmalte de nossos dentes.

Hoje a maioria dos civilizados de nossa raça são uma raça de aleijados dentários. Enfrentamos o fato de que nossos dentes começam a se degenerar na infância. Em verdade, eles às vezes têm cáries ao surgirem.

Em 1913 o Dr. A. Freedman Foot examinou 1.694 crianças em seis clínicas e encontrou onze deles com dentição normal. No seu relatório ao Second District Dental Society [Segundo Distrito da Sociedade Dentária] de Nova Iorque, o Dr. Foot disse: "Os molares de seis anos de quase toda criança estavam quebrados total ou parcialmente. Em muitos casos os molares já estavam cariados, ao romperem a gengiva. Os defeitos eram tão extensos e avançados que o tratamento corretivo, mesmo que aplicado, não fariam grande diferença.”

Dr. Louis Goldstein, da Cidade de Nova Iorque, declara: "Após examinar os dentes de cerca de 400 crianças em idade escolar na minha vizinhança do Bronx, ainda não pude ver um conjunto perfeito de molares com seis anos (os primeiros quatro dentes permanentes que nascem na infância). Esses dentes em quase todos os casos, estavam totalmente cariados. Nunca observei um conjunto perfeito de dentes em qualquer criança americana e somente conheci uma paciente adulta que apresentava dentes muitos bons. Ela é uma mulher jovem."

Os molares de seis anos são os primeiros dentes permanentes a aparecerem. Eles deverão durar por toda a vida da pessoa. Por que deveriam eles cariar na infância? Por que deveriam ter cáries neles, ao surgirem? É evidente que tais dentes não podem ser salvos pela escovação. Eles têm de ser salvos antes que rompam a gengiva ou não poderão ser salvos. Algo mais fundamental que a “falta de limpeza” da superfície dos dentes e da boca produz a cárie dentária. Antes que isso seja reconhecido pelos pais no mundo, não há esperança de salvar os dentes de nossos filhos.

Limpeza e escovação não são suficientes

Hugh W. McMillan, D.D.S., M.D., de Cincinnati, diz: "A um observador cuidadoso de condições dentárias de nosso tempo, em clínicas e na prática particular, mostra-se muito evidente que os danos de cáries e doenças gengivais aumentam diariamente, a despeito ao crescente número de dentistas, a despeito da multiplicidade de escovas de dentes patenteadas e prescritas individualmente, a despeito de cremes patenteados contra piorreia e para massagem das gengivas, a despeito de pastas dentais ácidas, alcalinas, neutras, pastas que dissolvem mucina e placa e de colutórios e a despeito de periodontistas que focalizam a prevenção por meio da aplicação ou da remoção de algo da superfície dentária, da mesma forma que algum médico não inteligente poderá esperar curar com aplicações externas uma doença de pele de origem genérica.

"Tratados com uma combinação de todos esses métodos, a cárie dentária e doenças gengivais continuam progressivamente, causando dor, desconforto, desordens nervosas, digestão prejudicada e infecção local, até que após perder a luta, o paciente aturdido fica desdentado e livre de órgãos que, sob o atual regime podem ser considerados fisiologicamente supérfluos.”

O Dr. H. J. Morris, presidente da Seção Yorkshire, da British Medical Association [Associação Médica Britânica] diz: "O clamor de que dentes limpos não se deterioram é realmente absurdo, porque nas condições populares de alimentação, os dentes não podem ser conservados limpos. Com certeza, já vimos o suficiente até agora, para perdermos a fé na escova de dentes e já é tempo de que as pessoas também a percam. A velha crença deverá ser modificada por uma nova."

"Em verdade" diz o Dr. McMillan: "a escova de dentes não chega entre os dentes ou, embaixo, nas fissuras oclusais ou ao redor de obturações ou abaixo das margens gengivais. Os verdadeiros locais onde a cárie ocorre primeiramente não são tocados pela escova. Como geralmente ocorre, tudo o que a escova consegue é polir as superfícies que já são auto-limpáveis.

"É suficiente dizer a um paciente que um dente limpo nunca terá cárie, quando é frequentemente impossível limpá-lo com um selador? É correto dizer a uma criança que escove seus dentes que eles não terão cáries, quando frequentemente pacientes que escovam seus dentes várias vezes ao dia mesmo assim são acometidos de cáries ferozes?”

Testemunhei crianças cujos dentes foram totalmente destruídos, apesar do uso regular e frequente da escova de dentes. O esmalte se fundiu e caiu até o limite da gengiva, os dentes foram “comidos” até que nada mais eram que agulhas; ao longo das gengivas eles eram pretos e frequentemente cobertos com tártaro. É tolo que dentistas e fabricantes de escovas de dentes e de crème dental digam a essas crianças e a seus pais que “um dente limpo nunca se deteriorará.”

Os pais são advertidos para que os dentistas examinem, com frequência,seus dentes e que consertem todos os primeiros dentes primeiramente, porque a mandíbula e o maxilar não se desenvolvem adequadamente se os dentes temporários forem perdidos e o segundo conjunto de dentes será prejudicado por essa perda. Esse é o caso de por a carruagem antes dos cavalos. A perda de dentes não causa o crescimento defeituoso da mandíbula e do maxilar, nem tampouco o dano aos dentes permanentes. Os dentes permanentes sofrem, a mandíbula e o maxilar não conseguem se desenvolver adequadamente e os primeiros dentes se perdem em razão da mesma causa comum.

"Açúcar, germes, ácido lático e de frutas aplicados topicamente não causam a deterioração dentária, as deficiências nutricionais o fazem.”

Açúcar e ácidos de frutas não prejudicam o esmalte de dentes normais. Dentes saudáveis foram imersos numa solução de açúcar e em ácidos de frutas durante meses, sem sofrer qualquer erosão. Dr. E. Howard Turison e outros provaram isso.

O açúcar pode prejudicar os dentes apenas ao entrar no estômago e sangue e perverter o metabolismo. O açúcar livre (açúcar comercial) possui forte afinidade ao cálcio. Quando consumido em grandes quantidades ele lixivia os tecidos, inclusive os dentes, do seu cálcio.3 Dr. Howe diz, "apenas quando uma desordem geral se segue ao consumo de açúcar, a cárie ocorre.” Amidos, açúcares, inclusive doces e xaropes devem ser eliminados da dieta, quando se trata a piorreia.

O ácido lático não prejudica o esmalte dos dentes. Nenhum experimento pôde mostrar que bactérias de qualquer tipo, quando em cultura sobre o dente, são responsáveis por cáries dentárias. As bactérias, mesmo se participarem da produção de cárie dentária, têm um papel secundário e, sob as condições que parecem ser as mais favoráveis à sua atividade e crescimento, elas são impotentes para produzirem cárie dentária desde que a resistência do corpo seja normal.

A cárie dentária é atribuída à ação de bactérias e seus ácidos sobre os dentes. Ao recontar suas experiências em macacos em que cáries dentárias foram produzidas por uma dieta deficiente e, finalmente, referindo-se à teoria do ácido lático sobre a deterioração dentária, o Dr. Howe diz: "Antes que examinemos os efeitos das deficiências em vitamina C nos dentes dos macacos, deixe-me lembrá-lo que todos os nossos esforços para afetar esses dentes por fermentação na boca durante longos períodos de tempo ao alimentá-los e neles injetar micro-organismos associados à cárie, foram inúteis, desde que a dieta fosse normal."

Experimentos realizados pelos Drs. Howe e Hatch (1917) nos EUA, e por Sir James Mclntosh, Warwick James e Lazarus-Barlow, em trabalho conjunto na Inglaterra, na tentativa de produzir cárie dentária com o uso de bactérias produtoras de ácido, resultaram negativos. O Dr. Howe diz que "desde que a dieta seja normal mostrou-se impossível causar cáries ou piorreia por meio da manutenção de fermentação na boca ou alimentando ou injetando bactérias ditas como as mais ativas quanto à cárie dentária."4

Há uma causa mais profunda da cárie dentária que os germes que chegam à superfície de nossos dentes. Essa causa exerce sua influência nociva sobre o crescimento e desenvolvimento dos dentes. Essa causa remonta à vida pré-natal da criança, quando os tecidos estão sendo formados e desenvolvidos.

Dentes defeituosos, a partir do inicio

Se as coisas não são assim, por que muitos dentes já nascem defeituosos, ao romperem a gengiva. Eles são pequenos, distorcidos, entrelaçados, chanfrados, possuem cáries e apresentam outras evidências de uma estrutura falha e falta de resistência às forças da deterioração. É tão comum ver os molares de seis anos, os primeiros dentes permanentes a nascer, surgirem com cáries neles.

Algo mais fundamental que uma escova de dentes e um exame dentário bianual é necessário para prevenir tal condição. Algo mais que essas coisas é essencial à preservação de tais dentes.

O oceano de deterioração dentária é tão vasto e suas causas tais que nunca poderá ser vencido com limpeza e obturação dos dentes. Nenhuma dose de escovação e polimento pode preservá-los, se a nutrição for inadequada. Somente um programa radical nos pode ser útil aqui.

A limpeza do tártaro, que se propõe a salvar as gengivas e não os dentes, é de pouca utilidade, a não ser que uma mudança no alimento e na água for feita. Os depósitos calcificantes (sais de cálcio) e depósitos de restos de alimentos (tártaro) que se acumulam ao redor dos colos dos dentes provêm da saliva e excesso de cálcio livre na água. Ele geralmente se acumula rapidamente.

O desenvolvimento dos dentes, do feto à idade adulta: os primeiros estágios são decisivos para a saúde dental

É bom ter em mente que todo dente que um homem jamais venha a ter (à exceção dos artificiais) é já formado ou está sendo formado em sua mandíbula ou maxilar, ao nascer. Os dentes, em verdade começam a se formar antes de suas estruturas de apoio do processo ósseo alveolar.

Um germe aparece como a crista dentária que se desenvolve das células do ectoderma, logo na sétima semana da vida fetal. A partir dessa crista de botões-dentários dos dentes temporários com órgãos de esmalte começam a ser diferenciados por volta da oitava semana. Essas estruturas invadem o mesoderma abaixo e juntos formam a “papila dentária” que se torna mais identificável durante a nona ou décima semana.

Os botões-dentários de todos os dentes transitórios são definitivamente formados e os órgãos do esmalte dos dentes permanentes já apareceram na 15ª semana. Por volta da 20ª semana a calcificação se estabelece na ponta dos incisivos e é seguida por calcificação nos caninos e pré-molares na 24ª semana.

Os primeiros molares permanentes, em sua origem e desenvolvimento, seguem de perto o desenvolvimento dos dentes temporários. Por volta da 15ª semana seus órgãos formadores de esmalte começam a aparecer e a isso se seguem duas semanas para formar seus rebentos dentários. Os folículos dentários desses dentes estão completos e sua calcificação tem início no nono mês. Todos os outros dentes permanentes já foram também assentados a essa época e são calcificados durante o início da infância.

Façamos uma breve revisão do processo: Ao nascer todos os dentes temporários estão definitivamente formados e a calcificação está em processo; são formados os molares de seis anos e a calcificação de suas coroas está em andamento; todos os outros dentes permanentes foram assentados e esperam calcificação durante o início da infância.

É antes do nascimento, quando esses dentes estão se formando, que devemos começar a salvar os dentes da criança e adulto. Pois, não é apenas aqui que esses defeitos se produzem e que são visíveis em tantos dentes quando surgem, mas aqui também encontram-se muitos dos defeitos iniciados, que aparecerão depois. Uma estrutura macia pré-dental assentada na mandíbula e no maxilar do embrião, em razão de perversão nutricional da mãe, predispõe os dentes a cáries. Finalmente a calcificação, devido a perversões nutricionais e deficiências, danifica tanto os dentes temporários como os permanentes.

Nutrição: é de crucial importância a dieta da mãe e o início da infância

Uma dieta falha e desordem nutricional após o nascimento facilmente resulta numa estrutura dentária falha, nos dentes temporários e permanentes. Os meses pré-natais e os anos pré-escolares são, verdadeiramente, como adequadamente chamados, a idade de ouro da prevenção da degeneração dentária. Se não for dada atenção às necessidades dos dentes das crianças antes que rompam a gengiva, as chances são de que, com a nossa dieta moderna, os dentes da criança serão defeituosos e de vida curta.

Com a mãe está o dever de alimentar os dentes durante os mêses do pré-natal e durante os mêses de amamentação, após o nascimento. O dever e a responsabilidade é dela. Seu dever não é apenas para com a criança mas também para consigo mesma. Pois, se não suprir o embrião e talvez até o aleitamento, com os elementos necessários em seu alimento, a natureza retirará alguns deles de seus próprios tecidos. Seus próprios dentes sofrerão e, talvez, também seu sangue e outros tecidos, em razão do hábito da natureza de salvaguardar a criança, em detrimento da mãe.

Dr. Howe diz que: "As deficiências que se manifestam no aparelho dentário da criança são geralmente, ao menos em parte, resultantes da dieta da mãe antes do nascimento da criança e de alimentação equivocada do infante. É, mais e mais, dever de nossa profissão cuidar da condição dentária da mãe grávida. A dieta que protegerá os dentes contra as grandes necessidades desse período é a mesma que supre materiais para os ossos e dentes do feto.”

As mães tendem a perder seus dentes durante a gravidez e lactação. Isso não ocorre com animais e mulheres selvagens e assim ocorre com as mães civilizadas porque sua dieta não é suficiente para prover a necessidade de cálcio extra, nesse período.

Há um antigo provérbio, entre as mães, "com cada criança, um dente." A esse pode-se acrescentar, "para cada criança várias cáries." Um investigador britânico, Dr. Ballantyne, ao estudar cem casos na Royal Maternity Clinic [Real Maternidade] de Edinburgo, descobriu que 98% das mulheres grávidas sofriam de “cáries dentárias ou infecção” 93% desse número teve uma ou mais extrações. Mais da metade (53%) desses pacientes tinha idade inferior a vinte e cinco anos. Percentagens quase tão altas de dentes cariados foram observadas em mulheres grávidas nalgumas clínicas norte-americanas.

Alguns efeitos observados de deficiências dietéticas em animais adultos ou em fase de crescimento

Sob uma dieta deficiente (experimental), animais em crescimento apresentam efeitos como os seguintes: cáries dentárias, cáries craniais, cáries na mandíbula, cáries em outros ossos, distorção e má nutrição de ossos — tais como costelas menores e pequenas, pequenez e deformidade do crânio, do peito, pelvis, etc. — raquitismo, dentes distorcidos e mal posicionados, nariz torto, etc. Cárie é a palavra que indica deterioração ou inflamação ulcerosa do osso.

O Dr. Howe pôs animais numa dieta causadora de escorbuto e produziu "crescimento retardado, deformação na estrutura corporal, vitalidade baixa, suscetibilidade a resfriados e tipos mais sérios de doença." Se a dieta for suficientemente ruim, os animais morrem em quatro semanas. Se não for muito deficiente, “a morte não ocorre imediata ou completamente, como com a falta total (de vitamina C), mas arrasta-se vagarosa, traiçoeira e progressivamente, até que envolve todos os tecidos ósseos, inclusive os dentes. Até o esmalte, que é o mais duro e talvez o mais resistente tecido do corpo, é afetado".
"O tipo específico de inanição que é o escorbuto dissolve as partes moles ou orgânicas dos ossos e dentes. Nos ossos há uma estrutura ou matriz orgânica e os sais minerais, que produzem a firmeza, estão contidos nesse material orgânico. Até mesmo o esmalte possui tal estrutura e a evidência que se apresenta diante de mim, enquanto escrevo, indica que há mais circulação no esmalte do que supúnhamos. Quando o corpo não recebe vitamina C suficiente durante longo período, algo ocorre à matriz, talvez em pequeos pontos aqui e ali no corpo e se a carência for suficiente, a matriz quebrar-se-á." (Howe)

Howe acrescenta: "Observamos que, sob a influência da deficiência em vitamina C que não se prolongou o suficiente para causar sinais reconhecíveis de escorbuto, a polpa do dente numa cobaia sofrerá mudanças que são destrutíveis para ela e para a dentina. Ela encolherá o suficiente para expelir os processos odontoblásticos5 dos túbulos dentários e, na seção (mostra-se aqui um conjunto de dentes), algo semelhantea processos interrompidos pode ser visto na outra margem da polpa. Essa quebra dos processos provavelmente torna impossível para os odontoblastos continuarem as funções que possam ser essenciais ao metabolismo da dentina e logo em seguida a dentina começa a se liquefazer e poderá ser extensa ou completamente destruída. Se mudanças semelhantes ocorrem em dentes humanos, não é provável que a dentina em que as funções dos odontoblastos não foram impedidas, oferecerão menos resistência aos agentes de deterioração do que a mesma dentina faria, em boa saúde? Nossos experimentos mostram que uma total carência de vitamin C afetará visivelmente os odontoblastos em cerca de 5 a 7 dias.

"Observamos que pouco tempo após a ingestão de suco de laranja, a polpa, embora incapaz de voltar ao seu tamanho ou forma inicial, restabelece algumas de suas funções e inicia o desenvolvimento de dentina secundária, que pode ser chamada de tecido dentário cicatrizado."

Animais mantidos numa dieta deficiente, quando já à beira da morte e tendo experimentado grande dano aos seus dentes, melhoram ao receberem suco de laranja. O Dr. Howe diz que no período de 24 horas após a primeira ingestão de suco de laranja, a polpa dos dentes começa a restabelecer sua função de produção de dentina. Tenho observado grande melhora na condição dos dentes de adultos que seguem uma melhor dieta. Howe nos diz que "quando o equilíbrio nutricional é restaurado, o processo destrutivo de origem interna pode ser parado e, se não tiver ido longe demais, pode ser reparado. É bem possível que você possa fazê-lo com esses outros dentes se prescrever boas quantidades de leite integral fresco, não pasteurizado, suco de laranja e vegetais verdes. Conserve baixo consumo de proteína, em sua dieta. Excesso de proteína na dieta de cobaias é sempre um fator de perturbação."

Howe e outros mostraram que animais que se alimentam da dieta convencional americana de cereais refinados, leite ou crème de leite pasteurizado, açúcar branco, carne e ovos, pão, café e doces, com deficiência de minerais e vitaminas, desenvolvem raquitismo, escorbuto, etc., e cáries dentárias. Se a dieta for muito ruim, os animais desenvolvem não apenas cáries dentárias, mas cáries do crânio, costelas, espinha e dos ossos dos membros.

O Dr. E. A. Crostic, de Nova Iorque, observa: "Ninguém em Nova Iorque se alimenta corretamente em nosso tempo. Estrangeiros que para aqui vêm com um histórico de alimento natural, possuem tecidos fortes.

"Há trinta anos passados, quando havia necessidade as pessoas se sentavam na cadeira do dentista e tinham vários dentes extraídos, sem estremecimento. Hoje, nossas mulheres se mostram tão fracas dos nervos, de energia e vitalidade que, quase todas, após o sofrimento de uma ou duas extrações ficam já próximas do colapso.”

A alimentação falha enfraquece os nervos e também os dentes e diminui a resistência a dor e choque. Estou certo de que se as pessoas tivessem seus dentes extraídos sem o uso de anestésicos, haveria muito menos sofrimento posterior e nenhuma morte por anestesia.

O Dr. Howe foi capaz de produzir destruição óssea em várias partes do corpo por meio de dieta falha. Ele pôde também demonstrar a regeneração óssea após a melhora na dieta. Algumas das mudanças destrutivas tanto se assemelhavam à osteomalácia6 que eles não podiam encontrar diferença entre as “duas” condições. As condições são provavelmente idênticas. Por meio da mesma dieta pobre ele pôde produzir cáries dentárias; e por meio de uma mudança de dieta ele produziu certo grau de regeneração dentária.

Os dentes são osso especializado e são nutridos (ou lixiviados em seus minerais como cálcio) pelo sangue (mais dados experimentais de animais)

Cada dente é um tipo altamente especializado de osso, uma parte do sistema ósseo do corpo, e recebe sua nutrição do sangue, como o fazem os outros ossos do corpo. Os dentes estão sujeitos às mesmas leis e necessidades nutricionais como o resto dos ossos humanos e são afetados para o bem ou para o mal, pelo que afete a nutrição do corpo como um todo.

Os dentes são lixiviados de seus sais a partir do interior até que reste apenas uma concha. A cárie começa no interior. Os dentes podem ser praticamente destruídos a partir de seu interior. Formam-se cavidades no interior, então o esmalte se quebra. A escovação da superfície dos dentes não pode construir dentes saudáveis. A boca humana saudável é auto-limpável e as bactérias não podem prosperar nela.12

Howe alimentou animais em crescimento com dietas deficientes e adequadas, alternadamente, e produziu listras de estrutura dura e mole nos dentes, representando os períodos de alimentação. Pusemos cobaias numa dieta pobre e então: "Observamos que alguns dos dentes se tornaram descalcificados, perderam sua firmeza, podiam ser facilmente penetrados por um instrumento afiado ou um alfinete e que estavam tão moles que facilmente dobravam. Cáries distintas se formaram nalguns deles e a dentina ficou muito desintegrada.

"Observamos que o processo alveolar, ou estrutura semi-óssea que acomodam os detnes firmemente em seu lugar, tinham sido gradualmente absorvidas, de sorte que os dentes se tornaram frouxos e podiam ser facilmente retirados com os dedos, enquanto que comumente eles ficam em seu lugar fortemente firmados, como os dentes humanos saudáveis.

"Mudanças inflamatórias e degenerativas ocorreram, semelhantes à piorréia. Nos experimentos em que injetamos microorganismos nas gengivas de cobaias, não ocorreram tais resultados, mostrando que a piorréia é um resultado e não uma causa.

"Irregularidades dos dentes ocorreram, em um dos casos os dentes se cruzaram, formando um X. Ao prover esse animal, outra vez, com uma dieta normal, esses dentes recalcificaram, firmaram-se em seus encaixes e assim fixaram-nos permanentemente em sua posição anormal

"Examinamos a mandíbula e o maxilar de alguns desses animais, após sua morte. Enquanto as cobaias estiveram sob uma dieta pobre em vitaminas, as estruturas ósseas da mandíbula e do maxilar foram minadas de seu cálcio e quando a dieta normal foi restabelecida, áreas de cálcio foram substituídas, mostrando claramente que o corpo se vale dos ossos para obter cálcio, quando dele necessita no sangue e que o sangue o devolve quando há abundância desse elemento.”

Zilva and Wells alimentaram cobaias com um dieta escorbútica e observaram as seguintes mudanças em seus dentes – grande desorganização celular, com desaparecimento de núcleos e de cementos intersticiais. O processo desintegrador envolveu os nervos, células, vasos sanguíneos e odontoblastos, seus locais sendo tomados por uma nova, firme e fibrosa estrutura, sem células, núcleos ou arranjo regular de partes construídas. Mudanças patológicas similares foram observadas a ocorrer nos vários órgãos do corpo.

"A deterioração dos dentes é um resultado de um distúrbio no metabolismo do cálcio"

Entendamos, de uma vez por todas, que a deterioração de dentes é o resultado de um distúrbio no metabolismo do cálcio, não importa a causa. Pode ser e frequentemente o é, resultado de uma dieta falha; e pode ser e frequentemente o é, resultado de muitos outros fatores e influências que pervertem o metabolismo. Testemunhei a rápida deterioração dos dentes em casos de graves problemas digestivos crônicos. A hiperacidez estomacal constitui causa frequente do esmigalhamento dos dentes. Os experimentos com animais mostram que aqueles animais que têm cáries, também desenvolvem distúrbios gastrointestinais agudos, diarréia com muco e sangue em suas fezes. A melhor dieta que pode ser oferecida não nutrirar o corpo, se não for digerida.7 Segue-se, logicamente, que o que prejudique a digestão e perverta o metabolismo poderá ser responsável pela deterioração dentária.

O Dr. C. R. Kelley, de Nova Iorque, observa, "Períodos de doença nas crianças marcadas com distúrbios nutricionais em que a nutrição dentária é completamente estancada por um período, deixam traços como mastros de placas nos dentes em crescimento."

Dentes defeituosos estão sempre presentes no raquitismo. Isso é verdade para crianças, cachorros, porcos e em outros animais. O porco é o mais sensível ao raquitismo, dos animais domésticos. No Instituto Rowett, Inglaterra, não foi possível produzir quaisquer sintomas de raquitismo em qualquer animal, em qualquer ambiente, favorável ou desfavorável, sob uma dieta que contém uma quantidade suficiente de sais alcalinos. A deficiência em minerais causa raquitismo e danos aos dentes.8

Sobre a responsabilidade da mãe quanto à saúde dental da criança

A alimentação artificial de crianças tende a produzir cárie dentária. Crianças na Inglaterra e Escócia apresentam cerca de 85% de dentes cariados. As crianças americanas que recebem o leite materno durante seis meses ou mais, apresentam 42,6%, de dentes cariados; se forem amamentadas com menos de seis meses, elas apresentam 42,9% de deterioração dentária. As crianças que se alimentam com leite condensado adoçado apresentam quase 73%, de dentes cariados. A necessidade vital de amamentar sua criança é assim manifesta. Mas é também necessário que você se alimente adequadamente.

Em certas tribos, que que chanfram seus dentes e os afiam num esforço de lhes dar mais beleza, desde que seus dentes quebrados forem bem nutridos, eles não se deterioram. Um animal pode quebrar um dente numa luta ou de outra forma, mas ele não se deteriora.

Há apenas uma razão porque as crianças civilizadas não podem ter dentes tão bons como as dos silvículas—a recusa de mulheres grávidas e em aleitamento de comer alimentos adequados e de se cuidarem adequadamente e sua falha em alimentar devidamente seus filhos até completarem seis anos.9

A carência de flúor pode ser frequentemente responsável por esmalte dentário menos espesso. Mas não há desculpa para a inanição de flúor. A natureza certamente nos supre com abundância desse elemento, em alimentos naturais.

A Sra. Mellanby (da Inglaterra) declara: "quanto mais cereais se come, sendo as outras coisas iguais, tanto pior são formados os dentes." Penso que isso se não se aplica a todos os cereais e a todos os alimentos dele derivados, mas se aplica especificamente a todos os cereais desnaturados. A dieta atual de pessoas civilizadas, em sua maioria, causa acidez e o excesso de radicais ácidos em nossas dietas cria uma grande necessidade nas bases alcalinas de nossos corpos. A farinha branca foi roubada da maioria de seus sais alcalinos e forma muito mais ácido que a farinha integral. Mas mesmo o trigo integral é formador de ácido-cinza.

Os sais minerais do pão branco têm uma acidez mais alta que o de outros cereais. Sem dúvida, essa é a razão de que nos países que subsistem principalmente com farinha branca, as cáries dentárias são mais prevalecentes que onde outros cereais (também desnaturados) são usados.

Investigações revelaram que aquelas raças cujas dietas não incluem cereais têm dentes e bocas praticamente livres de qualquer tipo de doença, enquanto que as raças cujas dietas principais são cereais e carne com pouca fruta e verdura têm uma mandíbula, um maxilar e dentes como aqueles tão comuns nos EUA. O trigo é o mais danoso dos cereais, do ponto de vista de sua acidez.13 Pouca carne e abundância de frutas e vegetais produzem dentes como aqueles encontrados nos camponeses poloneses e irlandeses e nas raças vegetarianas do Oriente.

A decomposição cálcica do esmalte dos dentes é o resultado de deficiência em cálcio e fósforo por um período de tempo. Não é sempre possível cessar a decomposição ou melhorar dos dentes. Em verdade lembro apenas de ter visto uma vez em que visível melhora se seguiu com uma revolução da dieta. Se essa condição deva ser prevenida em crianças, a mãe deve ter alimentos ricos em minerais durante a gravidez e lactação.

Alimentos desnaturalizados roubam minerais do corpo, excesso de alimentos ácidos roubam do corpo cálcio e outros minerais alcalinos 

Se, nas citações do Dr. Howe, substituirmos as palavras frutas frescas e vegetais verdes crus, pelo termo vitamina C, teremos uma base prática de trabalho sobre a qual a mãe pode se alimentar e à sua criança. Todos os alimentos desnaturalizados roubam minerais do corpo. Tudo o excesso de alimentos ácidos roubam do corpo cálcio e outras bases. Frutas, vegetais verdes e nozes são o que há de melhor para os dentes.8

Exercitando seus dentes

Dietas macias, que não exigem trabalho algum dos dentes, da mandíbula e do maxilar para mastigar, ajudam a produzir deterioração dentária. Nenhum dente pode ter nutrição adequada a não ser que seja usado. Comer mingaus não dá aos dentes o exercício adequado. Os alimentos crus são os melhores. Uma dieta firme, fibrosa não apenas provê aos dentes, à mandíbula e ao maxilar o exercício necessário, mas também limpa os dentes. A dieta convencional, artificial e altamente refinada deixa a boca e os dentes sujos.14

Irregularidades e mal-posicionamentos

Quando uma criança estiver com cinco a cinco e meio anos, seus dentes temporários devem estar bem separados na frente para dar lugar aos dentes permanentes, que logo começarão a surgir. Se a dieta e o cuidado com a criança foram adequados, de modo que o seu desenvolvimento tem sido normal, assim será. Mas com que frequência temos visto o contrário? A abóbada da boca é tão frequentemente alta, ao invés de larga e chata, como deveria ser. Não há espaço na mandíbula e no maxilar para os dentes permanentes. Como resultado eles ficam congestionados ou sobrepostos, mal-posicionados e irregulares. Eles também devem ser defeituosos, pois a mesma falha de desenvolvimento que resultou num arco dentário falho, também produz dentes defeituosos. 

Dr. Howe diz que: "Sob condições favoráveis, a criança desenvolve proporções faciais e craniais adequadas e um arco dentário largo e na idade adequada, o arco temporário voluntariamente se alarga para formar a parte anterior do arco dental permanente”... "sob condições desfavoráreis, o desenvolvimento facial na criança pode ser retardado de sorte que quando for a época para que os dentes permanentes surgirem, o arco poderá não ser largo o suficiente para acomodá-los e eles ficarão mal posicionados. Tal tipo de deficiência física pode se originar de muitas causas que atuem isolada ou conjuntamente, tais como herança pobre, falta de luz solar, doença, uma dieta deficiente e talvez outros.”

O Prof. E. Mellanby demonstrou que a estrutura e arranjo de dentes de animais na mandíbula e no maxilar dependem amplamente de sua nutrição durante o período de desenvolvimento, de sorte que agora é possível produzir quase qualquer tipo de imperfeição dos dentes, mediante a supervisão da dieta de filhotes.

Base de sucesso na prevenção da cárie dentária: boa saúde geral

Testemunhei o fracasso dos esforços para sustar a deterioração de dentes com o uso de várias dietas e de várias artigos alimentares. Um litro de leite rico em cálcio, ao dia, não previne a cárie dentária. Alimentação com comida rica em fósforo não preveniu cárie dentária. A administração das vitaminas C e B não salvou os dentes. A ingestão de pílulas vitaminicas, de pastilhas com fósforo e cálcio, etc.,também falhou, igualmente com as dietas. A ingestão de suco de laranja também falhou. A administração de óleo de fígado de bacalhau não salva os dentes. O resultado é que muitos dentistas estão convencidos de que nenhuma dieta salva os dentes. No entanto o fato se mostra como um dedo ferido que pessoas que seguem certas dietas mantêm bons dentes enquanto outros que seguem outras dietas têm dentes pobres. Qual é a resposta? Adequação dietética e não doses específicas de um, dois ou três fatores nutricionais. A Lei do Mínimo deve ser satisfeita.

Bons dentes dependem de uma boa saúde e não o contrário, como proclama a tendência de extração dentária. Nenhuma causa de saúde prejudicada, não importa quão insignificante possa parecer, deve se negligenciada, se os dentes devam ser preservados. Parece a mim não existir caminho algum de preservar os dentes com plano algum que seja menos que um sistema completo de construção de saúde. Nenhum plano de idéia única pode ter sucesso. A saúde dos dentes será preservada pelo mesmo modo de vida que preserva a saúde em todos os tecidos e estruturas do corpo. Precisamos aprender a pensar na construção da saúde. Precisamos aprender a pensar na saúde de todo o organismo e parar de pensar em saúde local.

As condições de saúde encontradas na boca são índices locais da condição dos tecidos por todo o corpo. Não existe algo como uma doença dental local. A condição que leva à deterioração é sempre sistêmica. Mais de 75% de crianças que apresentam cáries dentárias extensivas, também têm outros problemas sérios. Ao invés de a deterioração dos dentes ser a causa do desarranjo sistêmico e dos ditos problemas locais noutras partes do corpo, o distúrbio sistêmico é a causa da cárie dentária e de outros problemas locais mal interpretados.

Enquanto virmos os dentes como isonomias isoladas e esqueçamos seu relacionamento com outras partes do corpo, não podemos esperar encontrar a causa da cárie dentária e continuaremos a falhar em nossos esforços para preservar os dentes. A doença dos dentes é meramente parte da doença do corpo. A doença que os dentistas encontram nos dentes que dizem ser causa de doença, é meramente parte da patologia geral de um corpo enfermo.

Procurar por uma causa unitária da cárie dentária é loucura. A base da boa saúde é, ao mesmo tempo, a base de estrutura saudável e do funcionamento normal de todas as partes do corpo. Os dentes, como os olhos, o coração, os ossos da coluna, etc., dependem do total dos fatores elementares da vida.

Qualquer fator, físico, nutricional, emocional, etc., que perverte ou prejudica a nutrição provocará deterioração dos dentes. A saúde pobre, a nutrição prejudicada, o metabolismo pervertido, não importa como produzidos, afetam todas as estruturas e funções do corpo em vários graus e qualquer esforço para preservar ou restaurar a integridade que ignore a causa do prejuízo geral falhará.

A saúde é a base de dentes saudáveis. Não poderão existir dentes totalmente sadios em corpos enfermos.10 Não poderár ocorrer deterioração dos dentes num corpo perfeitamente saudável que é assim mantido por meio de hábitos de primeira linha. Qualquer coisa que for essencial para uma boa saúde é essencial para dentes saudáveis. Como os dentes são partes integrantes do corpo, sua saúde depende da integridade geral.

Cura dos dentes

Higienistas e outros de há muito afirmam que os dentes podem se curar. Até recentemete os dentistas negaram isso. Não há mais condição de negá-lo.

Os dentes são ossos. Ossos se curam e se regeneram sob condições favoráveis. Até mesmo o esmalte dos dentes, parece, é capaz de se auto-curar, como pude demonstrar num dente quebrado meu. A auto-reparação de cavidades nos dentes tem sido relatada por dentistas nos último anos.

Devem-se reconhecer limites à força auto-restauradorar dos dentes e as condições de auto-regeneração estabelecidas o mais cedo quanto possível. Não se pode esperar sucesso, mesmo assim, em todos os casos.

A restauração dos dentes depende, não apenas de uma dieta de frutas e vegetais, mas de uma melhoria geral na saúde. Todo fator que melhora a nutrição — luz solar, exercício, repouso, etc. — ajudará na restauração.

Notas de pé de página por CuraDente

1 Infelizmente, a maior parte das pesquisas citadas tem por base a experimentação com animais (sobre o posicionamento de CuraDente.com sobre a questão, clique aqui [em inglês]). No entanto, é altamente provável que muitas das descobertas citadas sobre a influência da dieta na saúde dentária e geral se aplicam diretamente ao homem....

2 Hygienic system Vol. I [O Sistema de Higiene Vol. I] é intitulado "Orthobionomics" [Ortobionômica], Hygienic system: vol. III [O Sistema de Higiene Vol. III] é "Fasting and Sun Bathing" [Jejum e Banho de Sol].

3 Compare esses estudos experimentais realizados com ratos desafortunados em que se injetou glucose e os resultados dramáticos observados. Interessantemente, há uma variedade de hamsters albinos que é virtualmente imune a cáries, mesmo se alimentados com uma dieta altamente rica em sucrose (mencionado nessas experiências com hamsters [em inglês]).

4 Veja esse artigo (pdf) [em inglês] que resume a pesquisa dos Drs. Keyes/Fitzgerald "Demonstration of the etiologic [causative] role of streptococci in experimental caries in the hamster" ["Demonstração do papel etiológico [causador] dos estreptococos em cáries experimentais nos hamsters”] e o trabalho do Dr. Paul Keyes (1960) sobre "infections and transmissible nature of experimental dental caries" ["infecções e a natureza transmissora de cáries experimentais"]. Essas experiências com hamsters [em inglês] (pdf) demonstraram pela primeira vez que o streptococcus mutans pode induzir cáries em animais que não a tenham. Com relação a ácidos que não prejudicam o esmalte dental, ver o video [em inglês]: Tooth enamel degrades under citric acid attack [esmalte dentário se degrada com ataque de ácido cítrico] que mostra exatamente o contrário. Naturalmente que se pode argumentar que um corpo pleno de minerais reporá imediatamente a superfície deteriorada do esmalte por meio da nutrição da polpa (compare ilustração que mostra a polpa dentária em Dente), e, quando o pH da saliva volta ao normal, também a partir da parte exterior ou que o esmalte usado no vídeo estava defeituoso do início.

5 Odontoblastos são células radialmente alongadas que se encontram na superfície da polpa dentária, i.e. no limite entre a polpa e a dentina (compare a ilustração que mostra a polpa dentária em Dente). Os odontoblastos secretam nova dentina durante a vida de uma pessoa, a não ser se destruídos por vários fatores nocivos.

6 A osteomalácia é um amolecimento dos ossos causado pela mineralização óssea defeituosa (nas crianças a osteomalácia é chamada de raquitismo).

7 Veja em inglês On supplements, intestinal flora, cancer and immune system: It’s not what you ingest, but what you usefully absorb.

8 Veja Minerais e oligoelementos e Alimentos ricos em minerais alcalinos .

9 Veja as observações da Dra. Isabelle Moser em As reservas nutricionais da mãe (e da mãe da mãe) influenciam decisivamente a condição de saúde dos filhos (incluindo os dentes) baseadas em suas próprias experiências familiares.

10 Enquanto que o argumento pareça sedutoramente convincente, uma pequena parcela da população em geral simplesmente parece estar imune a cáries dentárias (cavidades) – por algumas das razões possivelmente descobertas pela pesquisa-referência sobre resistência às cáries realizada pelos Drs. Steinman & Leonora.

11 Veja Bochechar e escovar os dentes com o açúcar xilitol e em inglês Xylitol, a dental miracle sugar?.

12 Compare os vislumbres inovadores obtidos da pesquisa dos Drs. Steinman & Leonora sobre a habilidade dos dentes em se defenderem, resumidos em Transporte do fluido dentinal — teoria sobre resistência natural à cárie e cariogênese.

13 Baseadas em outras descobertas empíricas, essas afirmações poderão necessitar de forte qualificação. Compare o efeito de cereais para os dentes, Ácido fítico e a biodisponibilidade de minerais em alimentos vegetais comuns.

14 Veja Remineralização & desmineralização dentárias, saliva & pH (role até Pré-requisito de saúde dental número 6: Mastigação adequada).

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